Perda de audição é hereditária? causas, mitos e verdades

Seja por fatores hereditários, infecções ou exposição a ruídos, entender as causas da perda auditiva é crucial para adotar medidas preventivas e buscar tratamento adequado.

Mariana Pimentel em Tempo de leitura: 5 minutos
Perda de audição é hereditária? causas, mitos e verdades
Saiba mais sobre o assunto, além dos mitos e verdades

Muitas pessoas se questionam se a perda de audição é hereditária. Este tipo de perda está associado a mutações em genes ligados ao processo auditivo. Fatores genéticos podem tornar algumas pessoas mais propensas à perda auditiva do que outras. Assim, compreender as causas da perda auditiva é crucial, sendo fundamental buscar tratamento ao identificar os primeiros sintomas.

Existem vários tipos de perda auditiva, cada qual manifestando-se de formas diversas, desde fatores hereditários até complicações no desenvolvimento auditivo. Neste post, exploraremos a perda auditiva hereditária, mitos e verdades sobre o tema. Confira:

A perda de audição é hereditária?

Sim, a perda auditiva hereditária é comum e afeta várias crianças desde o nascimento, sendo as mutações genéticas a principal causa. É crucial realizar o teste da orelhinha em bebês com até 1 mês de vida para identificar possíveis mutações, sendo o gene da conexina 26 frequentemente envolvido.

Além disso, uma mutação que afeta as células ciliadas no tímpano pode causar perda auditiva neurossensorial em todas as frequências, comprometendo a audição desde o nascimento. A maioria das pessoas com perda auditiva hereditária precisa usar aparelhos auditivos para amplificar o som.

A seguir, algumas doenças genéticas associadas à surdez:

Doenças genéticas associadas à surdez

Otosclerose

Caracterizada pelo crescimento anormal do tecido ósseo, essa condição impede a movimentação do estribo no ouvido, afetando a condução correta das ondas sonoras.

Síndrome de Usher

A perda auditiva nesta síndrome resulta de mutações genéticas que afetam as células nervosas da cóclea, órgão interno responsável pelo equilíbrio.

Síndrome de Pendred

Provocada por alterações na produção de hormônios relacionados ao crescimento, a síndrome de Pendred causa bócio (aumento da glândula tireoide), além de perda auditiva desde o nascimento.

Síndrome de Brown Vialetto Van Laere

A síndrome de Brown Vialetto Van Laerea é uma doença neurológica rara associada a paralisia cerebral e surdez neurossensorial.

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Outras causas da perda de audição

Além das causas genéticas, a perda auditiva pode ter origens diversas, como:

  • Infecções: doenças infecciosas, como otite, caxumba, sarampo e meningite, podem resultar em perda auditiva permanente ou crônica;
  • Excesso de ruído: a exposição constante a sons intensos, comum em ambientes de trabalho ruidosos e práticas como ouvir música em volume elevado, pode induzir à perda auditiva;
  • Envelhecimento: a idade é uma das principais causas da perda auditiva, pois as células ciliadas na cóclea envelhecem;
  • Medicamentos: algumas substâncias em medicamentos ototóxicos podem prejudicar a audição, especialmente em doses elevadas;
  • Excesso de cera: a produção excessiva de cera no ouvido, quando empurrada para o ouvido ao usar cotonetes, pode causar temporariamente desconforto e perda de audição;

Mitos e verdades sobre perda auditiva hereditária

Mito 1: Somente pessoas idosas são acometidas pela perda auditiva hereditária

Mito Desmistificado: Embora seja comum associar a perda auditiva à terceira idade, a perda auditiva hereditária afeta mais frequentemente os bebês.

Diferentemente da perda relacionada à idade, essa condição genética já está presente desde o nascimento, sendo geralmente identificada na primeira infância, quando se espera que o bebê comece a desenvolver a fala.

Verdade 1: É possível identificar a surdez por meio do teste da orelhinha

Fato Comprovado: O teste da orelhinha é uma ferramenta valiosa para a identificação precoce da perda auditiva, especialmente em recém-nascidos.

Realizado nos primeiros dias de vida, esse teste utiliza um aparelho que emite sons, permitindo que a cóclea responda. A ausência de resposta indica a necessidade de investigação mais detalhada.

Mito 2: É difícil identificar sinais de perda auditiva hereditária em um bebê

Desmistificando o Mito: Embora alguns casos de perda de audição em bebês sejam identificados tardiamente, eles geralmente expressam sinais de alerta.

Observando atentamente o comportamento do bebê, como reações a barulhos, resposta a chamados e balbucios, é possível desconfiar da necessidade de avaliação auditiva antes da idade esperada para o desenvolvimento da fala.

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Verdade 2: Diagnóstico precoce ajuda no tratamento

Fato Crucial: Identificar a perda auditiva hereditária precocemente é fundamental para um tratamento eficaz, especialmente em bebês.

O diagnóstico precoce minimiza os impactos negativos, evitando atrasos em marcos importantes do desenvolvimento, como a fala.

Mito 3: Quem sofre perda auditiva hereditária pode ouvir com aparelhos

Desvendando o Mito: De fato, a maioria das pessoas com perda auditiva hereditária pode beneficiar-se do uso de aparelhos auditivos. Esses dispositivos, como os oferecidos por marcas renomadas como Signia e Widex, amplificam o som, permitindo uma audição próxima ao natural.

Escolher um aparelho auditivo de qualidade é essencial para otimizar os resultados.

Verdade 3: A perda auditiva hereditária pode ser tratada

Fato Incontestável: Contrariando a ideia de que a perda auditiva hereditária é incurável, a verdade é que essa condição pode ser tratada, especialmente quando identificada precocemente.

Optar por um tratamento adequado, como o uso de aparelhos auditivos, é crucial para preservar a qualidade de vida de quem enfrenta essa condição genética.


Seja por fatores hereditários, infecções ou exposição a ruídos, entender as causas da perda auditiva é crucial para adotar medidas preventivas e buscar tratamento adequado. Consultar um profissional de saúde ao identificar sintomas é essencial para preservar a audição e promover uma melhor qualidade de vida.

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